Conversaciones cantadas: sobre la poética y las transformaciones del mundo rural

Simone Silva

Resumen


Este artículo busca trabajar las narraciones poéticas en la zona boscosa de Pernambuco como elemento de discurso, a partir del cual pretendo reflexionar sobre las formas en que la emoción se revela en las prácticas cotidianas y en la sociabilidad local.  En este sentido, trataré la emoción como un fenómeno esencialmente social, teniendo en el discurso el lugar de su análisis.  El texto se basa en material etnográfico producido en "ambientes" de canto mural, de mi relación con poetas y residentes de esta región.  A partir del análisis de situaciones atravesadas por elementos de discursos como poemas, glosas y canciones improvisadas, que aquí se toman como elementos analíticos privilegiados por su importancia y centralidad en las dinámicas sociales, pretendo avanzar en la reflexión sobre la percepción local del tiempo y, a la vez, demostrar cómo esta noción está íntimamente entrelazada con la experimentación poética propia de toda esta región.  Para ello, trataré de relacionar el concepto de vertiente, y el intervalo que le es característico, con el concepto de tiempo como oscilación de opuestos, también marcado por un hiato.  El punto de intersección de esta correlación que guiará el análisis de la noción nativa del tiempo es precisamente la profusión de sentidos que emerge en este intervalo.

Palabras clave


poesía; emoción; Pernambuco; sociabilidad; etnografía

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DOI: http://dx.doi.org/10.31048/1852.4826.v11.n0.16854

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