Escritoras no bicentenário: género e nação em “200 años, 200 libros. Un recorrido por la cultura argentina”
Palavras-chave:
Cânone, Género, Literatura, FeminismoResumo
As discussões sobre o lugar atribuído às mulheres escritoras nas histórias literárias ou nos muitos cânones estabelecidos não são recentes e podem ser rastreadas até ao início do século XX. Propomo-nos observar como é construído um corpus literário em torno da nação em relação a este problema, com base na análise do texto curatorial da exposição "200 anos, 200 livros". Un recorrido por la cultura argentina" organizado pela Biblioteca Nacional e realizado no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti (ex Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA). Este artigo parte da premissa de que a exposição, as obras seleccionadas e a sua disposição podem ser lidas como uma reconstrução da literatura nacional na qual é possível observar o espaço atribuído às escritoras no cânone literário argentino em 2011. As questões que orientam esta obra são: Que lugares ocupam as mulheres escritoras na exposição "200 anos, 200 livros"? Como se baseia a distribuição das mulheres escritoras na selecção? O que nos dizem estes lugares e fundações sobre o espaço ocupado pelas mulheres escritoras na cultura literária nacional? E quais as construções da nação em relação ao género que podemos observar nesta exposição? A fim de responder a estas questões, basear-nos-emos em textos clássicos de estudos feministas, bem como em conceitos avançados por autores de estudos pós-coloniais.
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