Como o Narrador e a Língua Estruturam o Mito: as Interferências no Conto Bakairi “A Onça e o Tamanduá”

Evandro Bonfim

Resumen


objetivo do texto é retomar a proposta de análise estrutural desenvolvida por Lévi-Strauss a partir da linguística sem excluir os idiomas nativos e os narradores dos mitos como elementos fundamentais para o estabelecimento de unidades de sistema, chamadas no presente artigo de cosmoemas. Os cosmoemas abordados aqui são fruto da comparação entre duas versões da história Udodo Pajika, contadas pelos Bakairi, povo Karib Sul, de modo a se sobressair a língua, o narrador e a lógica do mito que conferem os sentidos mais amplos dos quais se deve valer o antropólogo interessado nas narrativas nativas.


Palabras clave


Mito; Língua; Análise Estrutural; Narrador; Karib

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DOI: http://dx.doi.org/10.31048/1852.4826.v11.n0.21457

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