“Contra a prudência e a providência”: os Padres Jacob e João de Barros e a colonização no sertão das jacobinas

Autores/as

  • Ane Mecenas Doutora em História pela UNISINOS

DOI:

https://doi.org/10.31057/2314.3908.v6.n1.19193

Palabras clave:

Companhia de Jesus, sertão das Jacobinas, aldeamentos

Resumen

Na segunda metade do século XVII, após a Restauração Portuguesa, intensificou-se o povoamento do sertão da América portuguesa. O processo, definido na documentação como “expansão para os caminhos de dentro”, visava à constituição de aldeamentos e à formação de alianças, com o intuito de garantir segurança no acesso comercial às rotas dos criadores de gado que seguiam da Bahia ao Piauí, bem como a constituição de um grupo de índios que coibisse a formação de quilombos nas impenetráveis rotas do sertão. Mais uma vez, as ordens religiosas foram incumbidas da tarefa de organizar as aldeias, disciplinar as almas e fornecer mão de obra nas entradas para o sertão. O contexto de criação dos aldeamentos é apresentado com base na documentação do Arquivo Ultramarino e da que se encontra na coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Esse trabalho tem como objetivo os múltiplos atores envolvidos no povoamento do sertão da Bahia, com destaque para os jesuítas, que se tornaram os mediadores entre os mundos dos índios e os interesses dos curraleiros, responsáveis por uma série de dificuldades para o trabalho de catequese.

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Publicado

2018-01-22

Cómo citar

Mecenas, A. (2018). “Contra a prudência e a providência”: os Padres Jacob e João de Barros e a colonização no sertão das jacobinas. Antiguos Jesuitas En Iberoamérica, 6(1), 21–39. https://doi.org/10.31057/2314.3908.v6.n1.19193