Diário de campo de um indigenista missionário. Vicente Cañas (1939-1987)

Autores/as

  • Aloir Pacini Departamento de Antropologia da UFMT.

DOI:

https://doi.org/10.31057/2314.3908.v3.n2.17671

Palabras clave:

Enawenê Nawê, Diário de Campo, indigenista missionário

Resumen

O Irmão Vicente Cañas (1939-1987) escreveu um Diário de Campo no tempo em que viveu com os índios Enawene Nawe, um grupo étnico nativo do norte do Mato Grosso (Brasil) com o qual ele mesmo estabeleceu os primeiros contatos e procurou acompanhá-los desde este dia 28/07/1974 até o dia de sua morte trágica a mando dos fazendeiros. O fato dele escrever um Diário relatando tudo o que aconteceu neste ambiente indígena é importante para recuperar dados de grande validade etnográfica e para mostrar a luta de um Irmão jesuíta não muito confortável com as letras. No entanto, o mais valioso é que este esforço para deixar registrado estas descrições indicam que o jesuíta sabia da importância destes registros para os índios. Por outro lado, este diário mostra também como este jesuíta viveu inculturado neste meio, pois sabia que sua maneira de agir marcaria para sempre o futuro deste grupo étnico que sofria os avanços de frentes agropecuárias.

Biografía del autor/a

Aloir Pacini, Departamento de Antropologia da UFMT.

Aloir Pacini teve uma formação apurada enquanto jesuíta e se dedicou à antropologia no Mestrado (PPGAS UFRJ) e no Doutorado (PPGAS UFRGS). Possui um foco na etnologia indígena a partir de onde observa o processo colonizador. Atuou fortemente junto ao Museu Rondon e atualmente é chefe do Departamento de Antropologia da UFMT.

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Publicado

2016-01-22

Cómo citar

Pacini, A. (2016). Diário de campo de um indigenista missionário. Vicente Cañas (1939-1987). Antiguos Jesuitas En Iberoamérica, 3(2), 130–149. https://doi.org/10.31057/2314.3908.v3.n2.17671